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terça-feira, 27 de dezembro de 2011

O jornalismo e a história

Olá!

Encontrei um texto no site Comunique-se que traz em seu conteúdo ideia a qual concordo plenamente e que a utilizei para escrever o livrorreportagem. Segundo a entrevista, o jornalista e escritor Laurentino Gomes, fala que história e jornalismo são irmãs que estão sempre unidas. Segundo ele, o jornalista é um historiador do presente. Segue abaixo trecho do texto:


"O historiador é um repórter do passado", diz Laurentino Gomes
Anderson Scardoelli

Ao participar do ‘Roda Viva’, da TV Cultura, o jornalista e escritor Laurentino Gomes avaliou que não há grandes diferenças entre um historiador e o profissional da imprensa. A afirmação parte de alguém que deixou o mercado da mídia, no qual era diretor da Editora Abril, para se dedicar ao trabalho de pesquisa para produzir seus livros.


Durante a atração exibida na noite de segunda-feira, 26, Gomes argumentou o porquê da referência entre historiador e jornalista. “Não há muita discrepância entre as duas profissões. O jornalista é um cara que acompanha a história do cotidiano, um historiador do dia a dia. E o historiador é o repórter do passado. O olhar é muito semelhante (entre os dois)”, disse.


Tendo a História ainda como tema central de sua participação no ‘Roda Viva’, o jornalista contou que não foi refém da internet no período de pesquisa para as suas duas obras já publicadas, 1808 e 1822. Os livros relatam, respectivamente, a chegada da família real portuguesa ao Brasil e a Independência do País. Gomes disse que para referência até o Wikipedia pode ajudar.


Se quiser ler o texto na íntegra, acesse aqui.


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Este texto tem tudo a ver com o que o jornalista Geneton Moraes falaou em sua participação no programa Altas Horas, da TV Globo. Segundo ele: "O jornalismo tem um pouco de arqueologia”.


Segue abaixo o vídeo:



E vocês, o que acham?

domingo, 25 de dezembro de 2011

O outro lado

Olá!

É sempre interessante ouvir os dois lados, não é? Infelizmente no meu livro isso não foi possível, dadas as limitações de personagens. Todavia, acho importante mostrar os dois lados, mesmo não concordando com algum deles. A história deve ser escrita assim: ouvindo a versão do dominante, mas também do dominado.

O programa Dossiê, da Globo News, com o jornalista Geneton Moraes Neto traz essas versões. Abaixo, para vocês leitores do blog, entrevista com o general Newton Cruz, que atuou e ainda acredita que a Ditadura militar foi uma boa ação para o Brasil.

Clique nos links abaixo e confira a entrevista na íntegra!

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Uma nova conquista


E, enfim agora poderei dizer que sou jornalista. Quer dizer, ainda não, pois falta a colação de grau. Mas, apenas pelo fato de conseguir finalizar o trabalho e apresentá-lo (e o mais importante, com muito orgulho), posso sentir a sensação de dever cumprido.

O livrorreportagem “Relatos da Ditadura em Caruaru – Histórias que os livros não contam” pode proporcionar esse momento único na minha vida. E tenho a certeza que pode dar voz a todos aqueles que contribuíram para a sua criação.

Conquistar sempre foi algo que moveu povos. Desde a pré-história, conquistar a caça, passando pela conquista de novos territórios por navegadores do século XVI,até a conquista da democracia por populações dos mais diversos países. Conquistar sempre proporcionou o poder de concluir um tarefa que lhe foi dada. E isso enche nosso orgulho e ego. Melhor ainda quando pode contribuir para a evolução de outros povos. E este livro contribuiu para acender em seus leitores a vontade de buscar ser ouvido.

“As conquistas são fáceis de fazer, porque as fazemos com todas as nossas forças; são difíceis de conservar, porque as defendemos só com uma parte das nossas forças.”
(Barão de Montesquieu)

Este post serve para agradecer a todos que fizeram presente, fisicamente e espiritualmente, dando aquela força e comemorando ao final comigo. Essa não foi apenas uma conquista pessoal. Foi uma conquista também do Assis, Edson e Severino. Uma conquista da esperança e da afirmação da liberdade.

“Que os vossos esforços desafiem as impossibilidades, lembrai-vos de que as grandes coisas do homem foram conquistadas do que parecia impossível.”
(Charles Chaplin)

A nota? Um 9,5 que valeu por mil, sem hipocrisia nenhuma. Pois, todas as críticas que ouvi da banca, composta pelo meu orientador Tenaflae Loderlo, Marconi Aurélio e Mário Flávio serviram para engrandecer mais ainda meu trabalho. 

E agora, vamos à mais uma luta: Lançar o livro!

(Abaixo eu, meu orientador e a banca examinadora)


terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Relatos de um TCC na web

Olá!


Esta semana é de apresentações de TCC’s, e já tenho ótimas notícias. Meus queridos Jael, Luiz Heitor e Ana Rebeca já são jornalistas de fato e direito. Muito Feliz!

E neste fim de semana tive uma grata surpresa. O jornalista, professor e que vai estar na minha banca, Mário Flávio, lançou seu mais novo blog, o Política de A a Z. Como o próprio nome sugere, neste espaço o leitor pode encontrar tudo sobre a política municipal, estadual e nacional. Vale a pena ler, para quem quer estar sempre por dentro deste mundo.

E você nesse espaço bem interessante que encontrei notícia sobre meu blog, como percebe-se na imagem acima. É muito bom ter o reconhecimento não só dos colegas de faculdade, como também de jornalistas como ele. Obrigada Mário! Para quem quer ler a nota na íntegra, confere aqui: http://blogdomarioflavio.com.br/vs1/?p=693
O Blog e o TCC também já apareceram em outros espaços da web, já retratados aqui. Para quem ainda não conferiu:

Blog do Jornal Vanguarda, através do jornalista Hélio Jr. : http://www.blogdovanguarda.com.br/?pagina=arquivo&id=2879

Obrigada a todos que estão apoiando este trabalho!
Abraços.

sábado, 10 de dezembro de 2011

“A vida quer é coragem”



Olá!

Obs.: Antes de ler este post, gostaria de ressaltar que a autora do blog não está “tomando partido”algum. Apenas relata fatos de interesse deste blog.


O Jornalista Ricardo Amaral lançou o livro A vida quer é coragem”. O livro narra a trajetória de Dilma da juventude até a chegada ao Palácio do Planalto. Natural de Belo Horizonte, Dilma Rousseff é economista formada pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul. A ex-ministra iniciou sua militância política aos 16 anos, em Belo Horizonte, e passou para a luta armada contra o regime militar. Foi presa em 1970, por quase 3 anos, e submetida a tortura.


Essa sua experiência traumática com a Ditadura faz muitos acreditarem que ela será mais atenta à questões que envolvam esse tema.  Dão como exemplo a aprovação da Comissão da Verdade e da ascensão de movimentos para resgatar a memória dessa época, como o livro de Amaral. E você, concorda com esta ideia?

O que chama muita atenção neste livro, além da trajetória de luta da Dilma, é uma foto que foi publicada na revista Época, junto com entrevista do jornalista. Segundo a publicação, Dilma tinha 22 anos quando a foto foi feita. Na oportunidade, ela respondia a um interrogatório na sede da Auditoria Militar do Rio de Janeiro, depois de ter passado por 22 dias sob tortura.


Na foto pode-se perceber um contraste: o semblante firme da Dilma, mesmo após sessões de torturas, e os militares ao fundo, em imagem constrangedora, se escondendo com as próprias mãos.


Imagem que mostra que os militares sabiam dos riscos que poderiam correr se os arquivos desta época fossem revelados. Por isso, é muito importante trabalhos como este livro, que possam contar, a partir da visão de participantes ativos da história, como tudo aconteceu. Assim, gerações posteriores podem entender como a política naciional foi formada, quem foram os contrutores desse sistema e encontrar caminhos para melhorias e aperfeiçoamentos.


Acredito que esta imagem fala mais que muitas palavras.

Abraços!

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

A Importância de (re)conhecer

Olá!

Ao construir o relatório, que especifica o andamento para a construção do livro, falei muito da importância de não deixar cair no esquecimento histórias como as retratadas no livro, como forma de manter viva a nossa própria história. É uma forma de alertar a todos: aos que gostam de política e participam dela efetivamente e a todos aqueles que dizem não crer no sistema político nacional. Não se engane, você não é apolítico. Mesmo votando em branco nas eleições, mesmo não querendo saber de nenhuma atividade política e achando todos corruptos, até em ações simples do dia-a-dia você pratica política.

Política é a ciência da escolha, da decisão. Ouvir isso certa vez na faculdade e acredito bastante nisso. E, li um artigo hoje no site da revista Caros Amigos que se encaixa perfeitamente nesta idéia. Mostra que a ditadura pode ter acabado no papel, mas suas consequências ainda trazem alguns efeitos colaterais. Transcrevo alguns trechos aqui.

Os Honoráveis Bandidos e o Holocausto Brasileiro
Por: Claudio Ribeiro

Frase tantas vezes dita e repetida, o tempo que passa é o tempo que nos resta. O levantamento histórico e documentado do período ditatorial deve ser efetivado sem mais demora.

Se a anistia destina-se à pacificação de ânimos de pessoas atingidas em certo momento histórico por atos ilegais, perseguições, prisões arbitrárias, torturas generalizadas, assassinatos e desaparecimentos, hoje a luta contra a repetição de violências semelhantes e a busca da verdade e da justiça devem andar de mãos dadas.
A importância de esquecer impõe a necessidade de lembrar. Ninguém pode apagar o que não foi escrito, nem se esquece daquilo que não é lembrado. O esquecimento exige o confronto com o passado.

Por essa razão, a revisita à memória dos anos vividos sob a batuta dos tacões militares (e da concepção de segurança nacional ainda decantada em certos espaços institucionais e meios sociais) possibilita recordar e detectar seus fins e seus meios: A ditadura militar não foi implantada no Brasil (e nos demais países da América do Sul) para derrotar o comunismo ou comunistas. Como Hitler na Alemanha, que içou bandeiras contra judeus e comunistas, no Brasil a bandeira do anticomunismo foi erguida apenas para esconder o verdadeiro holocausto brasileiro, a implementação de uma política econômica de subtração de rendas (e riquezas) das classes trabalhadoras através do confisco salarial e da modernização conservadora do campo para transferi-las à elite patrimonialista brasileira.

Se a ditadura veio para isso, como é possível alguém dizer que ela acabou? A política econômica continua, e agora mais protegida, não mais pelos quartéis, mas pelo Banco Central.
(...)

A censura e a mordaça (sobre o Judiciário inclusive) foram empregadas com todo vigor e, em alguns e raros casos, com prisões e cassações. O levantamento apurado de todos esses acontecimentos e a punição dos responsáveis (sem sanhas marcadas pela vingança ou revanchismo) são indispensáveis para estabelecimento de um alicerce sólido à construção de um Estado Democrático de Direito, onde as pessoas possam conviver com afeto e solidariedade e não, como hoje, com desconfianças recíprocas, um Estado, onde os crimes sejam punidos sem distinguir as classes sociais dos criminosos, onde os Poderes inerentes à Democracia ajam com absoluta transparência em benefício do Povo e não, de privilégios e privilegiados.

Países como a Argentina e o Uruguai, mergulhados em ditaduras brutais já vivem uma realidade menos violenta porque a História está sendo revista e escrita, os responsáveis, os cabeças e os torturadores mais doentios, punidos. Se os ladrões ainda continuam, quase todos, desfrutando dos bens saqueados.
Nós ainda não conseguimos a prestação de contas do passado recente e, por este motivo fundamental, a anistia com todas as suas repercussões deve ser examinada com os olhos presos nesse dever de contribuir para construir a sociedade programada principalmente pelo artigo 3º da Constituição Federal.

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Para ler o artigo completo, acesse: http://carosamigos.terra.com.br/index2/index.php/artigos-e-debates/2246-os-honoraveis-bandidos-e-o-holocausto-brasileiro

Abraços!

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Apoio!

Olá!

E nessa maratona de finalização do TCC eu tive uma enorme e gratificante surpresa! Minha mãe, que é mais cabeça e menos coração, após corrigir gramaticamente meu TCC, fez esta singela “cartinha” para mim.

 Tâmara
Li minuciosamente. Para mim foi uma leitura muito interessante, informativa, esclarecedora e prendeu minha curiosidade do início ao fim.
O prefácio por Demóstenes Félix irá já no início do livro-reportagem lhe beneficiar pelos comentários e elogios mais que merecedores, pois sinto que esse trabalho foi feito com muito carinho e amor.
Filha, continue na sua vida profissional com a mesma disposição. Procure crescer cada vez mais. Supere os obstáculos. Acredite em seu potencial. Os conhecimentos adquiridos são riquezas que nenhum ladrão pode roubar.
Não pare no tempo. Vá ao encontro dele buscando cada vez mais conhecimentos e especializações. Tudo o que é mais difícil é mais valorizado. Tenho fé que Deus vai lhe ajudar.
Parabéns e Sucesso!!!

Sua mãe, Salete

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Tem como não se emocionar? É gratificante saber que minha mãe sempre estar ao meu lado. E olhe que ela não é aquele tipo de mãe que passa a mão na cabeça do filho achando tudo lindo. Ela é muito, super sincera. E por isso, tenho certeza que estou no caminho certo.

Abraços!